Lidando com o idioma alheio

Ainda fazendo da Argentina meu ponto de partida, hoje quero dividir com vocês minha primeira prova de fogo em território vizinho! O idioma dos hermanos definitivamente não estava na minha listinha de desafios a serem encarados naquela viagem. Ora, eu imaginava que poderia me comunicar tranquilamente, já que desde de adolescente acompanhava novelas mexicanas e tentava traduzir tudo que era relacionado à trilogia das Marias! (Maria Mercedes, Marimar, Maria do Bairro), o que eu não tinha me dado conta é que cada país, embora a língua oficial seja o espanhol, tem suas variações na fala, dialetos, sotaques distintos, etc. Então no primeiro dia eu tive uma dificuldade enorme de entender os argentinos, e a hora de comer em restaurantes… como é que fazia pra não pedir o prato errado e tentar escapar das pegadinhas de falso cognato?

O único pensamento que ecoava incessantemente era: “O quê é que tô fazendo aqui?” Mas tudo bem… Nada melhor que um dia após o outro pra que seu ouvido comece a captar o espírito da coisa.

De tudo que eu aprendi de espanhol nas novelas e coleções de banca de revistas, quase nada eu usei porque depois eu deixei de tentar falar a língua deles e só falava em português mesmo, eles entendem, há muitos brasileiros por ali e eu não queria parecer boba. Besteira! Porque hoje eu acho super divertido você tentar falar o idioma alheio, o que não tem graça é não tentar!

Saindo da América do Sul rumo à Europa e América do Norte foi um novo desafio, botar em prática o inglês aprendido nos de filmes, seriados de tv e música!

Tá, eu não poderia usar as frases das músicas da Shania Twain pra tudo, lógico, até porque ela é canadense e usa expressões também peculiares do país dela. Mais uma vez, me dei conta de que cada país, embora tenha a língua inglesa como oficial, tem suas variações no modo de falar e quando viajei pra Europa em 2011, visitei países como Inglaterra e Escócia e fiquei encantada com aquele sotaque! Eu gosto mesmo! (Risos) Adorei a saudação que nossas amigas amazonenses que moram em Edimburgo nos ensinaram: “Hiya”, que é um jeitinho fofo e informal de dizer Olá!

(À propósito, Hiya Gorettinha e Darcy!)

Já nos Estados Unidos, o espanhol é tão falado que eu quase não precisei gastar o estoque do meu pobre vocabulário, porque depois da experiência em Buenos Aires eu já estava mais atenta aos detalhes da língua e agora era só questão de se familiarizar com mexicanos, cubanos, porto-riquenhos e por aí vai…

Pra terminar esse post, nos EUA, onde passei a maior parte do meu tempo nos últimos 2 anos, não houve um só momento em que me senti ridicularizada por tentar falar a língua deles. Ainda não falo fluentemente mas melhorou muuuuito depois que me casei com o Will, norte-americano e professor de inglês, Ha! 😀

Meu conselho é que não tenhamos medo ou vergonha de aprender outro idioma ou arriscar uma conversa com um nativo de outra língua! Erros, todos nós cometemos e, temos de fazer deles uma etapa vencida no processo de aprendizagem. As crianças são nosso maior exemplo, elas arriscam sem medo de ser feliz! Então mesmo que você não consiga pronunciar uma frase inteira, palavras soltas ajudam na compreensão do seu ouvinte!

Boa sorte com o idioma alheio e até a próxima postagem! Bjs

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